domingo, 29 de junho de 2008

Invisíveis, porém, inteligíveis!


Enquanto criança meus pais me ensinaram a sempre rezar antes de ir dormir, e uma dessas orações era para o anjo da guarda. Eu lembro que gostava muito da parte que dizia, "meu zeloso guardador...", era como se ele estivesse ali ao meu lado, cuidando de mim; acreditava nisso! Então cresci e aprendi novas coisas; inclusive a desacreditar em anjos. Mas ontem comecei a ler um livro - o qual prefiro não dizer o nome - que me fez recordar esse tempo; nele, o protagonista viaja mundo a fora na esperança de conseguir conversar com seu anjo da guarda. Achei a idéia do autor genial. Sem falar que fiquei muito contente imaginando que ainda existem adultos que acreditam em anjos. Eu, mesmo tendo vacilado em relação a sua existência, acho que bem dentro de mim nunca deixei de acreditar no meu.
Também no livro, o personagem principal aprende que a aparência dos anjos é aquela a qual você o dispõe em sua imaginação. E, particularmente, também creio que seja assim. Ontem, antes de ir dormir, fiquei alguns segundos deitado na cama imaginando se Ele estaria ao meu lado naquele momento, quem sabe lendo meus pensamentos, compartilhando das minhas alegrias, dos meus ânseios, e rindo da minha dúvida.
"Eles são os mensageiros de Deus. São eles que nos trazem a esperança, como o que anunciou aos pastores que O Messias havia nascido. Também trazem a morte, como o que caminhou pelo Egito e destruiu os que não tinham um sinal na porta. São eles que podem nos impedir de entrar no Paraíso com uma espada na mão. Ou podem nos convidar a para ele, como um anho fez com Maria. São eles que abrem os selos dos livros proibidos, tocam as trombetas do juízo final..." Diz o livro.
Difícil não acreditar que eles estejam por toda parte, e o meu aqui, ao meu lado, o meu anjo da guarda; encarregado de me guiar, me livrar do mal, e por quê não, de conversar comigo? Certamente vou tentar cada vez mais me aproximar dele, tentar ouví-lo e tentar me fazer ouvir.
Na pior das hipóteses - a qual desconsidero - vou ter pelo menos (pelo menos?) exercitado minha alma com exercício milagroso chamado "meditação".

sábado, 28 de junho de 2008

Mudando de idéia


Eu sou do tipo que acredita em mudanças, acho que as pessoas tem todo o direito de mudar de opnião, de atitude, é como alguém famoso já disse: "não tenho vergonha de mudar, pq nao tenho vergonha de tentar ser melhor!" E vou além, acho que as pessoas não só tem o direito, mas, o dever de mudar; pessoas que falam, "ah, eu nasci assim e vou morrer assim", são pessoas de uma alma muito limitada, simplórias demais para usufruir da magia que é viver. São os - como alguém não muito famoso também chamou - "cabeça pra dentro".
Por outro lado, sei que nem toda mudança é boa, nem toda tentativa é fácil, e nem todo santo ajuda... Eu, particularmente, sou um cara orgulhoso; às vezes, por exemplo, quando sinto que algo na vale a pena, "pulo fora" rapidão, e não costumo olhar pra trás. Faz parte da parte mais difícil do meu eu; e digo, "bola pra frente!" - adoro essa frase! É como se ela me dissesse, "oras, você é melhor que isso!", ou, "o passado é uma roupa velha que já não nos serve mais", frase do poeta Belchior.
Na verdade, pessoas são complicadas, eu sou complicado! Mas o mais irônico de tudo, é que "o barato" é não complicar, é viver o fácil, o simples, o que funciona bem. Já ouvi um filósofo dizer que o que é óbvio é chato, é cansativo... e é isso que é o complicado, o óbvio; pois os problemas estarão sempre ali... Então melhor não parar, nunca aceitar o óbvio, complicar o menos possível e mudar sempre que possível - claro, quando for pra melhor! -. E o melhor tá fácil, tá na nossa cara: é o bom, é o que faz bem, é o que engrandece. Enfim, vivamos, e bola pra frente sempre!


P.S.: E tudo isso foi pq vc me fez mudar de idéia, meu orgulho, Blf. Espero ter acertado!

sábado, 21 de junho de 2008

Não leve a vida tão a sério, você não vai sair vivo dela!


O título pode soar como clichê para quem já o leu antes, ou maravilhosamente profunda para quem lê pela primeira vez. Eu particularmente, sempre que a leio me delicio com ela e me pergunto, como podemos complicar tanto as coisas?
A vida é simples, isso é inegável; a vida é boa, isso é notório; a vida é curta, isso é irreversível! Então o que fazer? Para achar essa resposta, a princípio complexa, me faço perguntas simples:
A vida se parece mais com um circo ou com um calvário? Um circo. Se crescemos já nos preocupando com nosso futuro e quando o fututo chega passamos a viver para nos preocupar com os futuros dos nossos filhos, quando é mesmo o futuro? Hoje! Problemas e dificuldades, quando haverão se acabar? Nunca; porque mesmo quando morrermos, eles ainda continuarão para nossos filhos e todos mais. E depois disso tudo, qual será o meu legado? O que dirá meu epitáfio? "Jaz aqui quem cumpriu a rotina dos seus dias com labor e agora descansa em paz." Descansa? Estarei morto e não deitado numa rede na praia de pipa curtindo o verão; fala sério! A vida não pode ser tão pequena. Todavia, tenho a consciência e o desejo de lutar sempre por dias melhores para minha vida e para aqueles que fizerem parte dela.
Mas talvez esteja aí a diferença, lutar para mim não é fazer da minha vida uma grande guerra, é "combater o bom combate". E nesse combate não há derrotados e vitóriosos, apenas guerreiros; pessoas que se defendem com trabalho o arduo e atacam com seus sonhos. É a peleja do bem contra os limites do ser humano. É um conflito de idéias regado a paixão. É a lida que faz o homem cair, suar, sorrir, errar, construir, mas principalmente se elegrar em fazer parte de tudo isso. Caminhar e sentir o prazer da caminhada, curtir as pequenas coisas, as grandes, as gingantes! E acima de tudo, dar o melhor de si e tirar o melhor dos outros, nessa loucura divina e aprazível arte que é viver!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mulheres? Nós entendemos!


Ontem eu e um grande amigo saímos para comer e jogar conversa fora. A princípio falamos sobre diversas coisas, porém, chegamos num assunto que emperrou, tomou quase 80% do nosso papo: as mulheres! A priore já posso adiantar que, como já era de se imaginar, chegamos a pouquíssimas conclusões a respeito da mente indecifrável "desses seres". Mas foi interessante... Nos perguntávamos sobre os tipos de mulheres, o que cada tipo procurava num homem; suas necessidades e frustrações... e, chegamos a fatídica conclusão de que não existem tipos diferentes de mulheres, mas sim, apenas idades diferentes:

a) As adolescentes (período entre os 14 e 17 anos) - As mais puras, não se preocupam muito com o dinheiro, muito mais com os sentimentos. Porém, vivem poucos momentos de carência devido "a fila que anda muito rápido", e acabam se tornando volúveis e sem se prender facilmente a um só homem. Exceto no caso desse homem ter sido seu primeiro amor; esses privilégiados sempre fogem a quaisquer regras e sempre tem cadeira cativa em seus coraçõezinhos nos quesitos prioridade e flashback.

b) As recém-adultas (período que vai dos 18 aos 22 anos) - Essas são as mais perigosas! Estão com a cabeça somente focada na liberdade, na maior idade e seus privilégios. Ao mesmo tempo que se preocupam com seus futuros, não estão muito aí pra vida amorosa; até que vivem um novo amor, agora cheio de novidades e sensualidade. Daí sofrem algumas decepções amorosas e já se intitulam maduras e donas de si mesmas. Depois, mais amores, mais decepções, mais amores, mais decepções..

c) As Adultas (período entre os 23 e 28 anos) - Agora já formadas, só pensam em "baixar o faixo"; ainda saem para as baladas, só que agora com menos frequencia e com mais amigas. Estão definitivamente focadas na caça do homem ideal. Primeira coisa que perguntam ao conhecer um cara interessante: "O que vc faz da vida?". São obcecadas por suas carreiras, por um futuro bom com um cara amável, bom de cama e sensível.

d) As Tigresas (perído entre os 29 e 33 anos) - Ih, essas são realmente "ferozes". Super decidida é seu lema. Super carente é seu dilema. Super preocupada com um marido é a prioridade! Nessa fase a procura por um bom partido ainda é grande, porém, a preocupação com estar ficando pra titia é muito maior. Isso faz com que elas sejam mais abertas, e se preocupem muito mais com o tipo de homem que com sua conta bancária. São extramente sensíveis e susceptíveis a vida a caseira a dois.

e) Não soubemos definir!


Bem, espero que as mulheres que venham a ler não se sintam estereotipadas ou ofendidas. Esse post é apenas uma remota e bem humorada visão masculina de vocês, "seres incríveis" e indispensáveis!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados?


Dia dos namorados, que bobagem! Apenas mais um dia para o comércio lucrar mais e os tolos românticos trocarem presentes, isso definitivamente me irrita. Há algo melhor do que ser livre? Do que poder ir para onde quiser sem ter de dar satisfações a outrem? Não ter dia nem hora para ver uma pessoa que se deseja? Hã? Hã? Sem falar na vantagem em se poder furar um compromisso de forma com que nossa consciência não fique pesada, como, "Hoje não posso ir, marcamos outro dia!"; ou sair com quantas pessoas você quiser sem ter de se prender a apenas uma. Como o amor é egoísta!

E os namorados, os paixonados, o que eles têm que eu não posso ter? Alguém para lhe mandar mensagens encantadoras no celular ao longo do dia? Bobagem! Poder dizer, "vamos fazer nada juntos" e achar aquilo o máximo? Sem noção! Trocar carinhos em silêncio, apenas sentindo a presença um do outro, e se sentir nas nuvens? Que tosco! Ter uma pessoa que te liga, e que vc treme apenas ao ouvir sua voz? Improvável! Pular muros alheios para roubar flôres... e rir da vida, pq a vida parece muito pequena diante do que se sente? Muito meloso! Ir ao cinemas de mãos dados enquanto riem juntos das coisas mais bobas possíveis, felizes por apenas estarem ali juntinhos? Muito piegas! No final de uma noite dar uma abraço que parece não querer ter fim, olhar nos olhos dela e sentir que metade de você está indo embora? Isso não quer dizer muita coisa! Sentir seu cheiro, aquele que te faz sonhar acordado durante o dia e contar as horas, os minutos, na ânsia pelo próximo encontro? Isso é relativo! Sentir que algo nos domina, nos preenche, nos dá um norte, uma razão, uma felicidade única e incomparável? Pode ser! Fazer amor com tanta paixão, tanto carinho, tanto cuidado, que não se consegue encontrar uma palavra para mensurar o momento, uma sensação de quem conheceu o paraíso sem se quer ter saído do lugar?

É...
Ter um amor é preencher a lacuna entre ser feliz e fazer feliz. É ter o mundo aos seus pés, é ser feliz por apenas saber que a outra pessoa existe... é tudo que não se mede, que não se pede, e que apenas se pode sentir! Apenas?
Feliz dia dos namorados!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Auto-Retrato


Tenho 30 anos, um metro e 78 centímetros, cabelos e olhos castanho claro, 79 quilos. Odeio manuais, paradigmas, arrogância, pronceito, wisky, e principalmente, mentiras. Gosto de jogar vôlei, sou flamengo por opção e apartidário de esquerda por falta dela; também gosto de lasanha, açai, internet, dormir e acordar tarde, cinema, livros, vinho seco, licor de menta, e “fazer nada” com os amigos do peito.
Admiro o olhar imparcial, aplaudo quem questiona a vida, as regras... e me sinto fascinado por pessoas profundas. Tenho muitos sonhos, e mesmo alguns tolos incrédulos duvidando, tenho convicção que irei realizar todos; já comecei...
Tento olhar a vida de dentro pra fora, de frente, sem falsas aparências. Não sou um grande homem, Oxalá fosse metade do que meu Pai é, mas venho me esforçando para melhorar. Sou, às vezes, egoísta, ansioso, e geralmente não poupo se quer meu próprio nariz de meu aguçado senso crítico; e não me orgulho disso.
Traga comigo a sorte de muitos amigos; uns de passagem, por destino; outros, eternos, insubstituíveis. Tenho uma família perfeita, muito melhor que qualquer outra que já tenha ouvido falar; são meu porto seguro.
Não perco meu sono pensando no futuro, tão pouco carrego comigo os fardos do passado; tenho a exata noção do lugar que o passado ocupa em minha vida, e do quanto devo lutar por meu futuro.
Não fumo, e só bebo quando tenho algo bacana a ser comemorado. Mas se for com ELA, mesmo sem motivos, irei sempre.
Mesmo não sendo um devoto do romantismo, me descobri, já tarde, um romântico. Não sei se isso é bom ou mau, só sei que me fez descobrir o quanto minha alma é grande.
Temo a Deus e creio em Jesus Cristo, não acredito em Santos, tão pouco sou um pedinte de Nossa Senhora.
Tenho vergonha de ser brasileiro e orgulho de ser nordestino! Amo profundamente a vida e seus mistérios, sou completamente apaixonado pela simplicidade.
Enfim, sou um homem de muitos defeitos e virtudes, cheio de vontade de tirar o máximo da vida, e poder chegar em minha velhice ainda atuando como ator principal no palco da vida, sem nostalgias, melancolias, e, se Deus quiser, com poucos arrependimentos e poucas rugas!

domingo, 8 de junho de 2008

O Príncipe Coragem


Para descontrair, uma histórinha:

"Há muito na terra de ODEM havia um jovem príncipe chamado CORAGEM. Ainda em sua juventude Coragem teve de mostrar toda sua força numa sangrenta guerra entre seu reino e outro, invasor. Coragem lutou por semanas afio sem esmorecer, mas quando se deparou com o cansaço, não resistiu e pediu ajuda ao seu sábio Rei que, de pronto, decidiu enviar ao Front mais tropas. Foi então que Coragem conheceu o COMPANHEIRISMO e descobriu o seu valor. Mas o destino não tardou a pregar mais uma de suas peças... Coragem se deparou com algo inédito até então na guerra, com a doença. Ele se abateu, perdeu o ânimo, quase se entregou... Dias depois, ainda muito debilitado, só que agora consciente, percebeu que seu exército vinha sendo, dia após dia, massacrado pelo inimigo. Coragem chorou, sentiu-se triste e culpado por não estar lutando junto a seus amigos. Ele voltou para sua tenda, se ajoelhou, e orou ao Deus grande. Pediu perdão por seus erros, e ajuda para ele seus consortes, pois, seu país tinha um Rei justo e sábio, e seu povo era trabalhador e pacífico. Na manhã seguinte, Coragem percebeu que a FÉ havia chegado ao acampamento acompanhada de sua irmã, a PERSEVERANÇA. Ele deu Graças aos céus, se encheu de ESPERANÇA, e rapidamente todos também ficaram sabendo da novidade. Coragem agora era um homem renovado. O Rei, contente, e, como sempre esperançoso, ordenou um contra-ataque. Três semanas depois o exército de Odem havia dizimado completamente o inimigo. O Rei mandou preparar uma grande festa de três dias para comemorar a bravíssima vitória de seu povo sobre o exército ; ainda condecorou a todos os bravos soldados, homens cívis, idosos, mulheres e crianças que ajudaram de alguma forma ao seu País naquele momento tão difícil. O reino, até então chamado ODEM, passou a ser chamado de ROMA, em homenagem aos novos tempos. E durante muitos séculos não se ouviu falar em guerras ou tentativas de guerra por aquelas bandas. Coragem, com a morte do Rei PACIÊNCIA, se tornou Rei, e ainda viveu mais de noventa anos. Prestes a morrer O Rei Coragem passou o trono a seu filho, a quem havia dado o nome de EXEMPLO.
Exemplo jamais esqueceu das últimas palavras de seu pai em seu leito de morte:
'Filho, não importa em que ordem seja escrito, que ROMA seja sempre AMOR, e que o MEDO jamais volte a ODEM. Pois nossa luta não foi em vão, dádivas divinas lutaram conosco naqueles dias para a liberdade do nosso povo, nosso aprendizado e nossa renovação. Por isso, seja sempre para os seus vc mesmo, o EXEMPLO...'"

segunda-feira, 2 de junho de 2008

"Ter" ou não "Ter", eis a questão!


Ontem sai pra comer com dois amigos e no meio da conversa surgiu um papo um tanto quanto filosófico sobre "o ter" e "o ser". Nos perguntávamos sobre qual o mais importante. E como não poderia ser diferente, todos acharam muito mais importate "o ser", o caráter, os ideias, a honra, e todos esses valores que todos, na teoria, pararecem valorizar acima de tudo. Sinceramente, não me contentei com esse consenso, e me fiz uma pergunta que seria reveladora: Se por acaso eu achasse uma maleta e abrindo-a tivesse dentro dela 50 mil reais, eu procuraria o dono para devolvê-la? A princípio a resposta foi automatica, sem pestanejar, "Sim". Mas depois pensei melhor; pensei no quanto aquela grana poderia me ser útil e que provavelmente quem perdeu os 50 mil deveria ter muito mais... e minha resposta categórica jã não tinha o mesmo vigor. E pensei mais um pouco e vi minha certeza se tornar numa dúvida. Mas não sou capaz de pensar qualquer coisa que seja por apenas um lado; e refleti sobre como ficaria minha consciência se eu ficasse com aquele dinheiro, com que moral eu falaria com Deus em minhas orações a noite, e minha certeza que virou dúvida voltou a se tornar uma certeza, só que agora ainda muito mais certa. Sim, eu devolveria! Sem demogogia, devolveria! E tirei mais uma lição de tudo. Aprendi que as vezes preciso por meu caráter "em cheque", preciso duvidar de mim mesmo para ratificar minhas certezas e ter uma consciência limpa do "eu ser", e do "eu ter"; coisas bem distintas que, juntas, na proporção correta, é o melhor para qualquer pessoa, inclusive para mim.