quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O primeiro passo


Onde você estava no dia 31 de Janeiro de 2003? Hein? Não sabe? Não, né! E agora vai me perguntar, "por quê a pergunta?" Bem, eu não tinha a miníma idéia do que escrever hoje, então pensei, "como começar a falar de uma coisa que eu nem mesmo sei o que é?" Então comecei com essa pergunta de caráter inútil. LOL! Será que tô pirando? Será a crise dos 31? Vai saber! Mas o importante é que no meio dessa enrolação me veio um tema, "A enrolação". Lembrei que às vezes também tento enrolar a mim mesmo; tenho algo a fazer e fico protelando, invento coisas fúteis para me ocupar só pra não ter de fazer o que de fato deveria estar fazendo. "Que coisa feia, Flávio!" O tempo é uma coisa tão preciosa, deveríamos sempre aproveitá-lo fazendo algo bacana. Mas o pior, talvez, é quando fazemos algo de errado e só pra amenizar o peso na conciência pensamos, "Ah, mas também não é pra tanto" ou, "Eu fiz isso porque deveria ter feito mesmo, se ele(a) estivesse no meu lugar faria o mesmo!" Pobre de nós! Como às vezes somos "feios". Tentar se policiar para que essas coisas não aconteçam acho viável; todavia, tentar achando que elas não irão mais se repetir, é perda de tempo. Sejamos francos, o egoísmo, a preguiça, a inveja, etc, são sentimentos quase que inerentes ao ser humano. O feio mesmo, acho, é não tentar melhorar, é não reconhecer esses males, não pedir desculpas (quando preciso), não se esforçar um pouco mais pra fazer o que deve ser feito. Disciplina, educação, reflexão e "ouvido de mercador", na minha opnião, são bens necessários. Agora vou dormir, espero amanhã lembrar de tudo isso, principalmente na hora de acordar, dá uma preguiça...! (heheeheehhe) Dá sim, mas já venci a preguiça várias vezes, venho matando um leão por dia! O negócio é por aí!

Obs1: "ouvido de mercador" = "não dar ouvidos a certas coisas"
Obs2: A imagem (foto) é de alguém enxugando gelo.


P.S.: Você pode estar pensando, "e o que esse título tem a ver como o texto?" É simples: Não sabia o que escrever, então sai escrevendo qualquer absurdo... era preciso começar de algum jeito, concorda? Pois é, tudo começa com o primeiro passo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Oi, 31 anos

Não, não estou fazendo merchandise da operadora oi, estou apenas cumprimentando os 31 anos de idade que bateram hoje em minha porta. Não sei se isso é bom porque estou cada dia que se passa me conhecendo mais, mais feliz, mais "tranquilo"; ou, se isso é ruim porque estou chegando cada vez mais perto dá tão temida morte. Na verdade - de coração - isso não incomoda, jogo a favor do tempo e não contra; a vida me deu de presente tudo que eu preciso parar viver assim. Até porque o fim um dia vai chegar, é inevitável. É como sair de carro sem destino sabendo que em algum momento o combustível vai acabar, não tem jeito! Então melhor apenas curtir a viagem, ir devagar nas curvas (nos momentos difíceis), pisar fundo nas retas (nos bons momentos) e economizar combustível nas banguelas (se cuidar); é o que tento fazer.

Parte II - Diário

No sábado - véspera -, havia planejado mil coisas, mas em cima da hora não sentia vontade de fazer nada a não ser ficar em casa enchendo a "pança" de goluseimas, ouvindo música no quarto, à meia-luz, cheirando incenso. Alguns amigos até tentaram - em vão - me fazer sair de casa, eu estava decidido. Daí, então, me liga Maria Clara. Uma vez, duas, três, quatro... até que me convenceu. Na verdade, acho que naquele momento apenas ela mesmo seria capaz de me fazer mudar de idéia. Saímos, conversarmos, rimos, tomamos licor de menta, ganhei presentinhos... foi bem bacana apesar do meu humor não estar lá essas coisas (Rebeca, Bruno e Clara que o digam). Mas ela me suporta, reclamando sem parar, mas sempre suporta (heheheehehe). Engraçado, tem pessoas que chegam do nada em nossa vida e vão entrando sem pedir licença, pulam com extrema facilidade nossas muralhas, percorrem o corredor de nossos sentimentos sorrateiramente e quando menos esperamos lá estão, bem na sala do nosso coração. Ela é uma dessas pessoas, dessas raras pessoas!

E meu dia de aniversário? Bem, dormi muito! Quando se tem 31 anos não dá pra ir dormir quase seis da manhã e acordar às oito (hahhahahaha). No mais, recebi alguns telefones ilustríssimos, visitas inesperadas... pessoas do tipo que nos fazem sentir como Popstars. Posso dizer que foi um aniversário muito pior do que eu planejei, porém, muito melhor que eu esperava! Pra quem não entendeu, quis dizer que foi muitíssimo bom!

Agradeço à todos pelo carinho, atenção, telefonemas, presentinhos, visitas, mensagens, scraps, depoimentos, emails, votos de felicidade, etc.

(Agora só me resta pensar em um novo trocadilho para o título dos 32! hehehehhe)


P.S.: Obrigado, Papai do céu, sem ti eu não conseguiria absolutamente nada!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Jogando a favor do tempo (se refazendo)


Vendo os comentários do post passado vi entre eles o da Alice, o qual me chamou muito a atenção, dizia:

"é que as vezes estamos tão perdidos... Como identificar esses sonhos? Ou Voltar a aceita-los?" (18 de Agosto de 2008 18:42).


Eu não tenho as receitas, nem respostas, mas já me senti assim como você por diversas vezes. Em algumas, inclusive, me vi lutando uma luta que não era minha, em outras, me vi sem ter pelo que lutar, mesmo já estando no meio do fogo cruzado. O que sei disso tudo é do que pude tirar do que vivi e do que observei outras pessoas viverem. Creio que quando nos pegamos lutando por algo que não é nosso devemos aceitar a derrota com resignação e voltar pra casa felizes por ainda estarmos vivos; que quando se está numa batalha sem saber o porquê de estar ali, devemos abaixar as armas, rir de nós mesmos e procurar algo pelo qual se valha a pena suar. Mas pior mesmo é quando, como você mesma disse, não identificamos nossos sonhos (batalhas, metas) ou quando não cremos em sua autênticidade. Como já havia dito, também já me senti assim, e o que me fez mudar esse panorama foi parar de pensar sobre isso, parar de me perguntar qual era realmente o que eu deveria fazer e impor a mim mesmo uma meta; algo que apenas tivesse alguma coisa de engrandecedora pra mim. Fazendo assim, primeiramente fiquei feliz porque naquele momento eu tinha novamente um foco, algo a buscar, acho que o que move o ser humano é ter pelo que lutar - até porque, como diz um amigo, "cabeça parada só pensa bobagem -, quer pareça grande ou pequeno, basta que seja algo bacana. E as dúvidas que aparetemente eu deixei pra trás o tempo se encarregou de retificá-las, ou ratifica-las em minha vida. O tempo quando sabemos lutar ao seu lado torná-se um grande aliado!

domingo, 17 de agosto de 2008

O espírito olímpico (superação)


Ultimamente eu vinha perdendo o foco do meu grande sonho atual. Atual nada, há dois anos venho perseverando nisso! Lembro que passei por momentos dificílimos... lembro até de ser zuado por um "amigo" que menosprezou minha condição na época. E mesmo depois de tudo isso sei que ainda mal comecei. Isso às vezes faz a alma esmorecer, não é fácil olhar pra trás, ver que tantas pedras já foram ultrapassadas e saber que na frente ainda vem o mais difícil. Essa semana eu estava na academia quando o professor Henrique me disse, "quer pegar uma série especial?" De bate-pronto eu respondi, "sim." Começamos, e, pra resumir bem a coisa, houve um momento no meio do treinamento que eu disse, "não a guento mais!" Mas ele retrucou, "vc consegue, só querer." Mas eu desisti da série. Ele olhou pra mim com uma cara de desapontamente e disse, "essa é a diferença entre nós, os normais, e os atletas: eles sempre querem se superar!" Ele nem imaginou, mas naquele momento ele enfiou uma flecha no meu peito. Eu sabia que ele falava a verdade em ambos os casos (tanto eu conseguiria se tivesse me esforçado mais, como também os atletas - os verdadeiros - realmente tem esse espírito de superação). Deve ser algo parecido com o que chamam de espírito olímpico. Realmente eu sempre acreditei - e sempre disse - que cada um pode ser o que quiser, sem excessões! Todos ouvem e concordam com isso, mas poucos ousam pagar o preço. O preço é alto, e exige da pessoa nunca perder o foco. E perder o foco é muito mais que concentração, é abrir mão do que se gosta, que se quer; é disciplina, é rotina, é cansaço, é viver num limite entre a exaustão e o melhor de si. Não é fácil buscar um sonho, não é fácil conquistá-lo. Mas só quem tem esse espírito é que conhece a glória; quer sejam atletas, ambulantes, engenheiros, carpinteiros, vendedores de tapioca; não importa, essa força move pessoas, pessoas que conquistão seus sonhos, grandes ou pequenos; aliás, sonhos não tem tamanho! Eles apenas existem e esperam ansiosamente por seus conquistadores. Como uma medalha que espera ansiosa por seu vencedor; ou um limite que espera por mais um louco que o desfaça. Não sei, só sei que dos meus sonhos não abro mão; mesmo que digam que sou ruim no que faço, que não tenho talento, mesmo que o destino insista em me manter distante dele. Não tenho dúvidas, irei conseguir! Acredite quem quiser, pois, até a única pessoa que pode me fazer fracassar acredita em mim: Eu mesmo!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O cara estranho


Um dia uma guria me disse, "Você é estranho, esquisito!" Que coisa horrível de se ouvir. A primeira coisa que me veio em mente foi, "é cada uma que me aparece...", depois, "estranho, eu? Sai, maluca...". Confesso que isso me irritou muito. Mas, apesar dos pesares, só disse que estranho era ela dizer aquilo de mim. Fui me resguardando - não faz sentido você querer entender o que não tem sentido, pensei. Mas, depois, me fiz uma pergunta pertubadora: "afinal, o que faz de alguém ser um estranho?". Lembrei que eu gosto de dormir com travesseiro fino para poder dobrá-lo. Mas, já que ele vai ser dobrado e vai se tornar grosso, por que não ter um travesseiro grosso? Isso me pareceu esquisito! (hahahaha) Também lembrei de um primo que só consegue dormir com o baralho do ventilador; nem precisa estar ventilando, só precisa do barulho. Ou um amigo que gosta de dormir com o ar-condicionado na temperatura mais baixa possível; daí ele fica morrendo de frio e se cobre com seu super edredão. Não seria mais inteligente aumentar a temperatura e dormir com um lençol comum? Outro que para onde quer que vá leva um lençol pra ficar cheirando. O tal lençol não tem nenhum cheiro especial, nem nada demais. Ele apenas cheira esse lençol o tempo todo e sente-se melhor. Ih, lembrei de tanta coisa, de cada ...

O que pude tirar de lição disso tudo é que somos todos um bando de estranhos, cada um com suas próprias esquisitices. Percebi que esquisitices servem para adoçar nossos dias, incrementar nossa imaginação e para nos mostrar que nem tudo que é estranho é mal. Eu que o diga! hahhahahaha

domingo, 10 de agosto de 2008

Na hora "H"


Há coisas que esperamos ansiosamente para que aconteçam e, de repente, às vésperas do momento, algo dá errado. É inevitável que o desânimo tome conta; e às vezes, inclusive, a raiva. Há uns dias eu passei por isso, mal lembrava essa sensação, muito ruim. A princípio eu só lembrava daquelas frases batidas, do tipo, "quem não tem cão caça com gato", "quem não tem tudo que ama deve amar tudo que tem", etc., frases que parecem querer nos consolar... mas não ajudam, não nesses casos. Na minha opnião, o que realmente faz a diferença é quem você é. Isso mesmo! Quem você é? Põe sua felicidade na mão de um momento, de alguém, e depois procura um culpado... ou culpa a própria vida? Ou você apenas se decepciona, e no minuto seguinte levanta a cabeça e sorri do acaso? Foi a pergunta que me fiz. E a resposta acho que já parece óbvia. Não me permito o erro de por minha felicidade na mão de outra pessoa, de um único momento, de um objeto, de uma oportunidade. Minha felicidade é a energia que me mantém de pé, que alimenta minha alma. E por isso mesmo sei que devo mantê-la nas coisas duráveis, certas, e principalmente, nas eternas. Essas não mudam, não atrasam, não falham nunca. Seguindo assim - blindado - posso viver o melhor de mim, e tirar o melhor até das piores coisas!

O vento tá fraco? Aproveite a brisa. O vento ta forte? Erga as velas. Não tem vento? Aproveite pra jogar o anzol na água! Há sempre há uma segunda boa opção na vida, acredite!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

As voltas que o mundo dá


Aos 10 anos eu amava. Tanto tempo já passou e - incrível! -, ainda lembro de como ela era, lembro do seus trejeitos, de como eu tremia quando seu olhar cruzava o meu nos corredores da escola. Aquilo foi ímpar! Quantas vezes eu fazia uma tremenda contramão na ida e volta da escola só para poder passar em frente a sua casa, na esperança de vê-la. Lembro-me de tê-la visto algumas vezes com sua irmazinha brincando no jardim; naqueles momentos batia o nervosismo, mas, o meu dia estava ganho. Sua melhor amiga era minha ex-vizinha, e ela era apaixonada por mim - que irônia. Mas não era à toa. Foi com essa menina, sua melhor amiga, que dei o primeiro beijo de minha vida - horrível, diga-se de passagem. Acabei a quarta série, mudei de escola, tudo mudou, assim como minhas esperanças de um dia poder dizer a ela o que sentia. Todavia, eu sei, mesmo que ainda estadássemos mais uns 2 anos estudando na mesma escola, provavelmente eu nunca diria; era timido demais pra isso. Mas o destino não cansou de ser irônico comigo, 7 anos depois, quando eu nem mais lembrava desse inocente amor, reencontrei a "irmazinha" dela. Agora bem mais crescida. Nos apaixonamos. Ainda namoramos alguns meses, até que chegou o fim. Ficamos, os três, muito amigos. E hoje em dia lembrar de tudo isso, saber que ainda somos todos amigos, que nossos pais viraram "cumpadres", grandes amigos, só me faz pensar nas voltas que o mundo dá, e ainda dará. Ficaram as boas recordações, a amizade, e a lembrança desse amor puro que acho que nunca vou esquecer. Ficou também a lição de que não existe grandes e pequenos amores, mas, amores, simplesmente. Sendo-o, ele se eterniza dentro de nós.

Obs: Quando me refiro nesse texto a amor, não tem nada a ver com o amor de adultos. Esse, é um tipo de amor que só se vive nessa idade. Nele, não é preciso palavras, beijos, nem carinho, porque é o amor mais puro que pode existir, e que só acontece no mundo paralelo - e mágico - que apenas as crianças possuem!


P.S.: Até hoje eu nunca disse a ela que ela. (hahahahahaha) ainda tento tomar coragem pra dizer. Isso também está na minha lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer; entre as mais simples, mas está!

domingo, 3 de agosto de 2008

A porca torta


Hoje lembrei de uma coisa que aconteceu comigo há muito tempo e me fez ver algumas situações de forma diferente. Eu tinha um carro e um certo dia, do nada, ela parou de funcionar. Chamei o mecânico e ele logo que abriu um "trocinho" viu que havia quebrado uma peça. Ele disse que era bobagem, que eu so precisaria comprar uma pecinha e uma simples porca. Pois bem, fiz como ele pediu só que na hora de colocar no lugar ele disse que a porca estava torta. Porca torta? Que tosco! - pensei. Voltei ao lugar que havia comprado e o vendedor me trocou. Novamente o mecânico, tentando por no lugar, disse que essa nova também estava torta. Puts, isso me deixou irritado! O raio de uma porca estava me fazendo perder uma manha inteira de trabalho. Voltei novamente a loja, expliquei o caso ao vendedor que disse isso nunca havia acontecido lá, mas que iria trocar novamente a porca. E o inacreditável aconteceu! O mecânico novamente não conseguiu por a bendita porca no lugar. "Essa também está torta!" disse ele. Foi-se embora um dia inteiro de trabalho. No dia seguinte, já com a paciência renovada, pensei melhor sobre o assunto, e, só para tirar o peso da dúvida da consciência chamei outro mecânico. Eu não disse nada a esse, apenas que outro havia detectado o problema e que me pediu para comprar aquelas coisas, e lá estávamos. Entrei alguns minutos em casa para comer algo e quando voltei, para minha surpresa, disse ele, "está pronta!". Uau! O cara conseguiu em 10 minutos o que o outro não conseguiu em um dia. Foi então que decidi contar-lhe sobre a porca, e ele me disse: "Ah, isso é normal, essa porca só entra com graxa". Fim do problema!


Moral da história: Aprendi que às vezes insistimos demais em certos erros, que nos prendemos ao óbvio, ao que queremos acreditar que está errado e limitamos nosso horizonte de possibilidades, não arriscamos... Aprendi também que porcas não entortam, e que mudar é quase sempre um caminho muito bacana!


Boa semana, pessoal!

sábado, 2 de agosto de 2008

De que tipo de gente eu sou?


Sou do tipo que quase não pensa muito antes de falar e mesmo assim valoriza as palavras, que às vezes diz que entendeu tudo mesmo sem ter entendido nada. Do tipo que morre de vontade e não fala, que assiste pica-pau quase todos os dias, que adora tomar licor de menta ouvindo the smiths. Do tipo de gente que gosta da madrugada, que acha que as manhãs foram feitas para dormir, as tardes para trabalhar, as noites para namorar e as madrugadas para criar - tirar o melhor de si. Do tipo que ouve Julio Iglesias e não diz a ninguém por vergonha, do tipo que dorme numa posição e acorda em outra totalmente diferente.

Sou do tipo come biscoito recheado preocupado com a gordura trans, do tipo que fala sozinho, que fala com o anjo da guarda, mas que não gosta de falar de si mesmo para os outros. Tipo de gente que gosta de dizer a verdade, que sente necessidade de ter seus momentos de solidão, que consegue andar durantes anos sem habilitação.

Sou do tipo gente que adora andar descalço, mas não consegue ficar sem sandálias em casa. Daqueles que se preocupa sempre se a gema do ovo vai estourar, que não se importa com o que as pessoas vão pensar de seus devaneios, que assiste jogo do flamengo sempre de pé, xingando os jogadores e se emocionando com as vitórias.

Sou do tipo que sente saudades e que rouba flores. Daqueles que lista loucuras que tem que fazer antes de morrer; que quase sempre sonha sabendo que está sonhando e se aproveita disso pra voar, andar em baixo d`agua e fazer tudo que não seria capaz na vida real. Daqueles que admira as coisas simples, que anda de cueca em casa, que não reclama quase nunca da vida, que canta músicas em inglês sem saber o que está cantando.

Sou do tipo que faz massagem e alonga os musculos do rosto antes de ir dormir, que discute com o controle remoto, que odeia perder no vôlei. Daqueles que não sabe odiar alguém por mais de 24 horas, que quando entra numa livraria sente a mesma emoção que uma criança quando entra num parque de diversão.

Sou do tipo que não acha graça em palhaços, que tenta não repetir os mesmos erros, que faz o sinal da cruz ao entrar na igreja, que inventa desculpas pra si mesmo pra não ir malhar no dia da preguiça. Do tipo que culpa o governo por quase tudo, que acredita em dias melhores, daqueles que já fez um gol decisivo nos jogos escolares e que nunca esquece, do tipo já tomou banho de bica, que já lavou a alma tomando banho de chuva.

Sou do tipo que ri do tempo, que sempre acorda de mau humor, que mede o tamanho do "pinto", que quer tudo na hora que deseja. Tipo de gente que ouve uma mesma música dezenas de vezes seguidas, daqueles que valoriza as amizades, daqueles que ainda acessa o irc.

Sou do tipo que não sabe viver sem internet, que tenta se por no lugar das pessoas, que na calçada com piso colorido fica procurando uma mesma cor para pisar. Daqueles que lê rotulo de quase tudo, que dorme com um travesseiro na cabeça, outro entre as pernas e mais um abraçando, tipo de gente que quer tirar o sumo do supra-sumo da vida.


P.S.: Vi num blog uma postagem do tipo e decidi tentar também.