sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Filosofia de Botequim (Parte III) - Nostalgia


Ontem eu e um amigo falávamos sobre nostalgia. Ele falava de coisas que podem voltar atrás, que o mundo gira de tal forma que tudo pode se renovar e acontecer novamente, só que de formais mais madura, aprimorada. Eu por outro lado defendia que existem coisas que é melhor deixarmos enterradas. De certo que pensávamos em coisas distintas enquanto discorríamos sobre o passado. Eu lembrava de algo que não queria pagar pra ver novamente, mesmo que depois de tanto tempo passado. Ele sabia do que eu falava e fingia que não; mesmo assim tentava me mostrar que eu poderia estar errado. Eu apenas não queria dar brecha para acreditar "naquilo" e exercitava minha intransigência de forma incisiva. Por um lado ele estava certo, e por outro eu também estava. Há coisas na vida que quando menos esperamos nos caem no colo novamente, como se o mundo fosse uma grande roda gigante. Por outro lado, existem erros que só devemos cometer apenas uma vez; duas, seria demência. E falamos um pouco também sobre essas possibilidades. E terminamos com a indagação: Deixar que a vida, o tempo, façam seu papel na natureza e, juntos, decidam o que virá? Ou fazer com que as coisas conspirem de forma direta a favor do que se deseja? No final das contas chegamos a conclusão que essa fisolofia é vã. Que não adianta ficar tentando entender tudo, tentar fazer tudo da uma forma "correta", como se sempre houvesse o melhor caminho a percorrer, e não apenas qualquer caminho. É mais ou menos como diz uma musica da legião urbana: Não desistir, nem tentar, agora tanto faz..." Melhor assim!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tempo tempo


Quando se tem 10 anos você imagina que a vida é uma coisa tão longa que dá pra se fazer de tudo ao longo dela; e por diversas vezes. Que os adultos são hipócritas e autoriatários, além de chatos; e que desenho animado é uma das maiores invenções da humanidade.

Quando se tem 15 anos você descobre que o amor existe e é uma coisa muito complicada. E tudo que você quer é chegar aos 18 logo para poder ter mais liberdade e não ter de dar satisfações a ninguém.

Quando se tem 20 anos você acha que pode tudo. Descobre que o sexo é a experiência mais espetacular do mundo e que as mulheres são seres imcompreensíveis, imprevisíveis e imprescindíveis.

Quando se tem 25 anos você descobre que Deus existe de verdade, que Ele está muito mais próximo do que você imaginava. Também descobre que trabalhar e estudar são coisas comuns, e que no amor não existe apenas uma metade da laranja.

Quando se tem 30 anos a vida parece começar a fazer sentido, você já sabe dizer sua fruta preferida, começa a ouvir jazz e já tem a certeza de que desenho animado é de fato uma das maiores invenções da humanidade. Entende que exercitar a paciência é algo fundamental, que tolerancia e uma boa conversa são muito mais eficazes que mil tanques de guerra. Você também começa a se preocupar com a pele e faz o sexo mais incrível de toda sua vida.


ESPERO que aos com 35 anos possa continuar com a mesma vitalidade de buscar os sonhos de minha vida, que continue procurando intensamente uma maior proximidade com Deus, com as coisas duráveis e simples da vida. Que possa ter sabido peneirar bem meus amigos e que esse meu jardim seja belo e completo.

ESPERO que aos 40 anos seja um pai pelo menos 50% tão bom quanto o meu é para mim. Que possa jogar volei tão bem quanto hoje; e que eu tenha tempo, dinheiro e disposição para conhecer muitos lugares e ajudar muita gente.

ESPERO que aos 50 anos ainda faça algum sucesso entre as mulheres, mesmo tendo e querendo apenas uma; que consiga fazer sexo tão bem quanto aos 30 - ou pelo menos algo parecido - e que ainda tenha muita vontade de aprender e construir muita coisa.

ESPERO que aos 60 anos não seja chamado de vovô e sim de Flávio; que o flamengo ainda continue sendo o melhor time do mundo (hehehehhe) e que haja uma tecnologia simples e eficaz para que eu ainda tenha uma cabeleira digna.

ESPERO que aos 70 anos eu possa olhar pra trás e achar que tudo valeu a pena, e olhar pra frente e sentir que ainda posso muito mais. Que eu tenha uma família unida e que tenham paciencia - e quem sabe até entusiasmo - para ouvir minhas histórias mirabolantes de anos atrás; que também que sejam compreensíveis para aceitar minha doce loucura tardia.

ESPERO que aos 80 anos a morte não tarde a chegar; que eu tenha publicado alguns livros e que alguém - além dos amigos e família - os tenha coragem de comprar. Que Deus tenha perdoado meus desvaneios, egoísmo e vaidade. E que, por fim, na balança da vida tenha pesado muito mais as coisas bacanas que fiz do que as outras.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Very Easy!


Meus amigos não entendem, sempre dizem a mesma coisa: "por que você usa tanto esses sapatos?". Que coisa! Isso me me irrita. É como se não levassem em conta que eu posso estar nem aí pro que estou usando, ou simplesmente gosto deles por serem confortáveis, ou também posso não ter dinheiro pra comprar outros. E, até mesmo posso tão somente gostar muito deles e pronto! E na verdade não são sapatos, são "sapatênis". É fruto do avanço fantástico da medicina moderna, conseguiram fazer o cruzamento de sapatos com tênis, uau!! Isso tudo me faz lembrar das minhas coisas velhas. Meu travesseiro que nunca foi lavado, minhas meias com o gargalo ortado para não apertar a circulação, meu boné da sorte pra jogar volei, etc. Coisas que parecem ficar melhores com o tempo. São as coisas velhas que se aprimoram, que parecem querer se eternizar em nós. Coisas tão simples, tão bacanas, tão importantes e Muito Fáceis de se entender!