terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Encanto, o orgulho e o abraço.


Diz a canção: "Me apaixonei por um olhar, por um gesto de ternura..."
Que coisa bacana! Essa é uma das formas mais belas de se encantar por alguém, na minha opnião. Às vezes digo aos meus amigos que são coisas assim que me ganham... E, felizmente, essas coisas sempre andam na contramão da aparência. Mas não posso ser hipócrita e dizer que a beleza não importa, claro que a beleza conta! Mas, a beleza é para mim muito mais um objeto de aproximação do que qualquer outra coisa. Até porque depois se abrem as cortinas, os defeitos e qualidades ganham evidência e o "olho no olho" começa a fazer toda diferença. De certo que às vezes as máscaras demoram a cair, nem sempre a transparência fala mais alto do que a expectativa que se cria em torno de alguém. Mas como dizem, "para um bom entendedor meia palavra basta". Um meio gesto também deve dizer muito, assim como um meio olhar também pode dar uma noção importante de quem está do outro lado do muro. E esse "muro" é nosso ego. Ele que às vezes (ou raramente) nos livra de decepções, mas que constantemente nos empurra a eufinismos de um orgulho tolo; orgulho esse que por sua vez nos afasta de coisas que podem significar muito.
Mas, como disse nos post passado, cada um com seu cada um! Prefiro estar de braços abertos para a vida do que carregando mil coisas do passado e não ter braços disponíveis para agarrar o que vem de bom por aí; quer seja um abraço amigo, um ensinamento, ou quem sabe até um olhar, um gesto de ternura!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Cada um com seu cada um


Poucas frases hoje em dia fazem tanto sentido para mim como essa. Ontem a noite estava numa padaria perto de casa, quando, "do nada", enquanto esperava na fila, me escapou um sorriso discreto. Eu estava olhando a rua, vislumbrando o nada. Percebi que uma senhora que estava logo atrás de mim na fila me olhou com uma cara esquisita, acho que ela pensou, "Esse tem um parafuso a menos!". Logo em seguida me veio uma reflexão sobre essa frase, "cada cabeça é um mundo". É engraçado, as coisas são bem assim mesmo, cada um de nós tem seu jeito de ver as coisas, de ter seu próprio ponto de vista. Algumas pessoas olham um "maluco" falando sozinho na rua e pensam consigo mesmas, "mais um louco..."; outros, porém, podem olhar esse mesmo maluco e ficar imaginando quantas voltas o mundo deve de dar para levar aquele homem até ali. E claro, há quem tenha "outras versões" para esse mesmo episódio. No meu caso, por exemplo, pode ser que a mulher tenha pensado algo parecido com o que eu disse - ou não! -, mas, na verdade eu estava era me deliciando com as bobagens que a vida nos proporciona - mesmo que em recordações. Por essa e outras é que a cada dia que vivo me apaixono mais pela vida, e tento agradecer mais ao criador por tanta sapiência e benevolência conosco. Momentos bem aproveitados adoçam a vida, afastam as rugas, desmistificam paradigmas, dão razão a própria razão de ser! É nisso que acredito. Essa é minha cabeça, esse é meu mundo! ;)

sábado, 18 de outubro de 2008

Calma, Alma minha, calminha!


Pode parecer bobagem o que vou dizer - se levado ao pé da letra -, mas, às vezes, é melhor estar com a alma leve, mesmo rodeado de problemas, do que tendo mil motivos - volúveis -para se sentir assim. Isso, na minha opnião, mostra que estou de bem comigo mesmo. É como se meu eu me dissesse, "ei, parabéns, você juntou bem no verão, agora que o inverno chegou seu estoque está em alta!". Isso é muito bom, até gratificante. Por isso digo sempre que acredito na lei do platio e colheita. Recomendo aos meus amigos, sempre que posso, que estejam sempre produzindo algo. Não há tempo que não possa ser aproveitado! E, na minha opnião, não é uma questão de apenas deixar de olhar o orkut para ler um livro, etc.. (até porque se olhar o orkut traz algum bem, que veja), mas sim, de saber dosar e priorizar as coisas, tal como uma droga que pode curar ou matar dependendo da dose. Tinha uma amiga que adorava a palavra "equilíbrio", estava sempre em busca... e eu não entendia o porquê de tanta fixação, hoje entendo. Admiro as pessoas que vêem a vida com equilíbrio, aliás, que a vivem assim. São pessoas que mesmo no meio do tiroteio conseguem parar e lembrar de coisas bobas, riem da vida enquanto todos se desesperam. E o que parece um descaso com os problemas é a chave para solucioná-los.


"Calma alma minha, calminha, você tem muito o que aprender!" (Zeca Baleiro - Alma Nova)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

É preciso esconder o esforço


Há alguns dias ouvi falar que entre os palhaços do mundo inteiro existe um lema: "É preciso esconder o esforço!" Confesso que quando ouvi essa frase, a princípio não entendi muito a sua enorme profundidade. Logo em seguida um filme foi passando em minha mente, comecei a lembrar da alegria que cada um deles transmite, de como são incansáveis na missão de levar felicidade para as pessoas. Às vezes, apenas nos encantamos com suas performaces e esquecemos que aqueles seres, aparentemente encantados, são pessoas comuns como nós; têem seus problemas, dias de cansaço, estresse, amores perdidos, falta de dinheiro, etc. Mas, ao contrário de qualquer outro profissional no mundo, eles tem de deixar por completo tudo em casa e chegar no picadeiro com uma alma renovada. É como se fossem heróis... Nunca vi um palhaço reclamando do cansaço do corre-corre do trabalho, nunca vi um palhaço que não sorri, que não faz sorrir! Daí vem o lema, "é preciso...". Isso, sem dúvidas, deveria ser um lema para todos. Quantas vezes não sentimos pena de nós mesmos? Quantas vezes não jogamos nossos problemas, nosso estresse em outras pessoas? É muito difícil ser sempre comedido, simpático, gentil, otimista. Mas, se "simples palhaços" podem, qualquer um de nós também pode. O que nos deferencia deles é que eles fazem isso porquem amam, e nós, porque precisamos! Mas no final das contas o que realmente importa é que, de um jeito ou de outro, o resultado é sempre muito gratificante! Ganha quem faz, ganha quem ganha!
Obs: Na foto, o grande Carequinha!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Politicando em vão


Dia das eleições ou dia da mentira? Pior do que ser obrigado a participar desse circo em nome da democracia é ter de me deparar com algumas situações como as que me deparei ontem. É gente defendendo seu candidato com unhas e dentes, sofrendo, torcendo, baixando o nível em nome de uma paixão esquizofrênica. Ontem a noite encontrem com alguns amigos e o assunto política, claro, veio à tona. Quando eu disse que não havia votado no prefeito eleito - mesmo achando que ele é o menos mau entre todos - pois havia achado uma grande injustiça o fato dele ter feito uma reforma na feirinha de tambaú e ter posto a conta da obra nas mãos dos barraqueiros. Daí um dos meus amigos disse, "nada vem de graça, ele fez o certo em cobrar"; outro, "aquele povo ganha muito dinheiro, tem é que pagar mesmo!"; e ainda ouve um que dissesse, "pior foi quem não fez nada!". Gente, por isso nosso País é esse circo, onde nós somos os palhaços e a elite a platéia que ri de nós. Dizer que "nada vem de graça...", é dar um tiro no próprio pé. Imagine a prefeitura sanear ou calçar sua rua e depois irem cobrar na sua casa o valor da obra dividido pela quantidade de moradores? Isso é insano! É por isso que pagamos impostos. E, "aquele povo ganha muito dinheiro..." Puts, o que dizer desse desatino? Quantas vezes você já viu um dono de barraca de tapioca andando de vectra Gt? (que nem é um carro considerado caro) Esse povo sobrevive... ralam pra caramba pra poder ter seu carrinho popular - isso quando tem um. E dizer, "pior foi quem não fez nada." Esse, sem dúvidas, é o mais simplório dos comentários, prefiro nem retrucar. Sexta passada ouvi um crônica do Arnaldo Jabor - o qual, confesso, detesto, considero demagogo direitista - que dizia com muita sapicência que nós brasileiros acostumamos a achar que os políticos são os senhores do estado, as grandes autoridades, e nós, o povo, seus servos. Infelizmente ele está certo; é bem assim mesmo! Mas as coisas deveriam ser bem direntes, pois, eles são nossos empregados. É deles que temos que cobrar trabalho duro, eficácia em seus mandatos; porque nós somos os verdadeiros patrões! Em Países onde o povo tem consciência política, os políticos sabem que seu poder é limitado, que seus passos são vistos e lembrados por todos, que eles devem toda satisfação ao povo. Por exemplo: nos Estados Unidos quando um político é pego fazendo algo moralmente incorreto, eu disse apenas MORALMENTE, como ter um caso com outra mulher, por exemplo, eles vão a público pedir desculpas ao povo, e geralmente pedem renuncia do mandato. Eles sabem que a sociedade não aceita que seus representantes sejam pessoas de ética duvidosa. E aqui no Brasil? Bem, aqui os defendemos, e, usando de subterfúgios, chegamos ao ponto de até, inclusive, exaltar os erros desses "benfeitores engravatados".
Quanto mais se tira das classes mais humildes, mais se aumenta a enorme desigualdade que há no Brasil, entre outras mazelas. Quanto mais se massacra as massas fazendo-os achar que são felizardos por serem benefíciados com obras medíocres como uma praça, um posto de saúde, é que a consciência política das pessoas cada vez mais se empobrece.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ousar é preciso!


A maioria das pessoas dizem que quando estão sobrecarregadas de pensamentos, problemas, etc., param tudo que estão fazendo para pensar, tentando achar uma solução. Eu não, sempre que tenho que pensar numa solução para algo, quando estou preocupado e preciso achar maneiras... eu começo a fazer alguma coisa boba, tipo jogar no computador, ouvir música, entrar no irc, etc. É como se eu tivesse duas mentes (não dois cérebros como o Nicolas Sarkozy) e tivesse de ocupar o primeiro, para que o segundo possa "trabalhar em paz". E fazendo isso ontem, jogando, ao mesmo tempo pensava no trabalho, no que me falta... onde estou errando para que as coisas possam andar num ritmo mais forte... Foi então que percebi que no jogo sempre que eu alcançava os recordes era quando eu mais ousava; logo fiz uma analogia lógica entre as duas coisas. Bingo! É isso... essa é uma das características que me falta nesse momento da minha vida profissional. Logo também lembrei de vários livros que já li sobre "pessoas de resultado" - essa é sem dúvidas uma característica marcante nos grande empreendedores. Em um dos livros o autor dizia que, "se você quer mil, busque dois! Porque se buscar um, provavelmente só conseguirá quinhentos". Lembrei também das minhas conquistas pessoais ao longo da vida, de quando consegui abrir uma loja vendendo um carro, pegando um empréstimo, esgotando meu cheque especial, distribuindo cheques pré-datados e estourando o limite do cartão de crédito do meu pai, chegando na inauguração com apenas três reais no bolso. Isso foi muito ousado! E deu certo, acredite quem quiser! Apesar da minha falta de experiência e planejamento, obtive grandes vitórias nessa época. Acho que a ousadia em todos os aspectos da vida é importante, às vezes até fundamental. É óbvio que só a ousadia não basta. Há de se ter também planejamento, capital (no caso dos negócios), responsabilidade, entre outras coisas. Para alguns a ousadia remete a irresponsabilidade, para mim ela é sinônimo vitórias. Alguns tombos virão, não há dúvidas, mas só quem ousa chega lá. É no que acredito. E parafraseando meu amigo Rodrigo Senador:
"O nome disso é ousadia, o sobrenome é sucesso!"


Obs: Na foto o maior herói brasileiro, Ayrton Senna.