domingo, 16 de dezembro de 2007

Do Pseudo-Autêntico Ao Aprendiz...



Eu achava que ser autêntico consistia simplesmente em seguir o que se quer e não o da moda; ter seu próprio estilo de vida e de vestuário; não tomar a opinião dos outros como sua, mas opinar sobre algo que realmente se sabe. Enfim, pensava que agindo assim, tomando cuidados do tipo, eu seria alguém autêntico. Novamente subestimei a vida. Ser autêntico é muito mais, é primeiramente entender que não existe alguém 100% assim; que além de outras coisas também somos o que vemos, e, dificil não "copiar" algo admirável, aliás, seria uma tolice ver algo bacana, que dá certo, e não tentar fazer igual ou parecido (respeitando os limites e o contexto). Já ouvi dizer que nada se cria, que tudo se copia, em parte faz muito sentido. E também que não se deve ter vergonha de mudar, pois não se pode ter vergonha de tentar ser melhor. Então, levando em consideração essas e outras coisas, acredito agora que ser autêntico é acima de tudo ser maduro. E maturidade não tem nada a ver com idade, mas sim com razão, com aceitar os seus próprios erros e nunca certos paradigmas. Também ouvi uma música que dizia: "aceitei os meus erros, me reinventei e virei a página!". E como aceitar os seus erros sem ter a maturidade necessária? Como se reinventar sem se espelhar em algo bom? E acima de tudo, como virar a página sem ser autêntico?
Um brinde aos verdadeiros!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A Dualidade do Amor



Um dia me disseram que eu amaria uma mulher, que ela tornaria meu mundo muito mais bonito, que eu me sentiria nas nuvens, ficaria tão feliz que iria rir de qualquer coisa, apenas pelo fato dela estar a meu lado. Tinham razão, ela apareceu e tudo se fez como o previsto. Só não me disseram que tudo isso um dia acabaria, e que depois dela viria outra, e outra, etc.
Quem não conhece a história de Romeu e Julieta? Certamente todo mudo já ouviu falar nesse clássico shakespeareano, mas ouvir falar é diferente de conhecer. Além de ser o maior dramaturgo da história, Shakespeare, também era um expert em escrever tragédias. Mas não é do final trágico de Romeu e Julieta que estou falando, e sim da volubilidade de Romeu.
No início da história, o jovem Romeu era completamente apaixonado por outra jovem, dizia ele sobre a tal garota: "(...)
meu amor! O sol, que a tudo vê, jamais viu outra que se lhe compare desde a origem do mundo." Então o Romeu conhece Julieta e o tal amor que sentia vira nada, e todas as suas declações de amor idem. Isso sim parece uma trágedia, a história que representa o maior amor do mundo, começa com um de seus personagens principais se mostrando alguém volúvel e imaturo.
Mas tudo bem! Também já me disseram que "A arte imita a vida". Ou seria "A vida que imita a arte"? Que diferença faz, né? Talvez tudo mude mesmo!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Solilóquios




Há muito tempo numa feira de livros populares comprei um livro chamado "Solilóquios" (do latim - loquens 'fala', e soli 'só') escrito pelo filósofo Aurélio Agostinho, um livro muito bom, até recomendo para quem gosta de filosofia. Porém, o que mais me chamou a atenção nesta obra é o fato do autor despertar, naturalmente, o diálogo, a discussão, com seu alter-ego (outro eu). Quem já nao se pegou conversando consigo mesmo? Dizem que de médico e de louco todo mundo tem um pouco, eu concordo. Não que seja loucura conversar consigo mesmo, dar ouvidos a sua voz interior; pelo contrário, considero uma dádiva. Mas o que seria de nós sem nossa "sã-loucura", nossos sonhos, nossos desafios pessoais? Acredito em Deus, não dúvido de sua omnipresença, da guarnição dos anjos, do mistério que nos cerca e nos conduz. E você deve estar se perguntando o que isso tem haver com o que eu estava dizendo. É simples: Todos nós precisamos tirar um tempo do nosso dia para essa conversa com nosso outro eu, com nosso anjo da guarda, e finalmente com Deus. É nesse momento, onde esquecemos os paradigmas herdado por centenas de gerações, que nosso espírito entra em sintonia com A Verdade, pelo menos com busca da Verdade; o que já é extramamente sublime, divino. Experimente! Se abasteça do combustível mais vital para nossa vida, a fé. E se você acha que não sabe como começar essa conversa singular, faça como o Santo Agostinho (Aurélio Agostinho), peça a Deus primeiramente o dom de saber pedir, depois ser digno de pedir, e finalmente que lhe abençoe. Certamente você será atendido, e que essa experiência lhe traga bons frutos.

domingo, 2 de dezembro de 2007

É Dando Que Se Recebe...



Prólogo
Por diversas vezes, "navegando por esses blogs da vida", me deparo com pessoas querendo ensinar a outras conceitos, idéias, coisas que geralmente só pertecem ao universo delas, e assim, misturam-se o orgulho dos mestres (pseudos?), a inocência dos bem intencionados e as verdades de contracapa de livros de auto-ajuda. E tudo isso me parece vago, sem vida própria, sem alma.
Em momento algum será esse meu objetivo. Quero tão somente compartilhar experiências - boas e más -, coisas que talvez possam servir a mais alguém. Afinal, nunca se sabe!




É dando que se recebe...
Certa vez conversando com um colega de internet, ele me falava do quanto sua relação com seus amigos era triste, que não considerava ninguém amigo de verdade, pois todos já o decepcionaram em algum momento de sua vida. Que sua amizade sincera "eles" não mereciam, que ele é um grande cara, mas as pessoas não dão valor a isso, e sim aos seus próprios interesses.
Então contei-lhe uma estória muito bacana que havia lido num livro qualquer, há anos, e que ficara guardada até hoje em minha memória. Dizia assim:
"Existe uma lei na vida que rege praticamente tudo, chama-se A Lei da Plantação e Colheita. Ela é simples, quase infálivel, e acontece da seguinte forma (Por exemplo): Se quer ter amigos que te admirem, te respeitem, sintam sua falta e te amem, basta admirá-los em suas virtudes, acentuando-as, demonstrando para eles o quanto isso é legal e louvável; respeitá-los, não só como cidadãos e amigos, mas aceitando as diferenças, suas idéias e ideologias; ouçá-os, mostre que é importante para você suas opniões, até mesmo seus devaneios; ame-os, dê seu carinho de forma sincera e gratuita, transmita vida, deixe que saibam que são importantes para você. Não tenha medo ou vergonha de ter personalidade! E tudo isso deve ser dado gratuitamente, não pode ser uma barganha, e sim, um ato de amigzade. A quem dar, a dose certa, isso só quem pode saber é você. Mas atenção, cuidado com o pecado da privação, do limitar-se, do prejulgamento. E não esqueça que amigos também erram, magoam, etc, como qualquer outro ser humano.
E assim é com tudo mais, trabalho, vida amorosa, etc... Quer colher bons frutos? Plante boas sementes e jamais esqueça de regá-las!"
Acho que não preciso dizer mais nada, o texto fala por si só. E quanto ao meu tal colega, se ele entendeu ou se mudou algo pra ele? Eu não sei, acredito que não. Mas pra mim mudou. E pra você?



Um abraço, cuidem-se!