
Estou terminando de ler o livro "O futuro da humanidade", de Augusto Cury. É o primeiro livro que leio do autor. Não sou um crítico, mas, na minha opnião, vejo um autor de grande sensibilidade, sempre focado no despertar das pessoas para o mundo das pequenas coisas boas que estão sempre a nossa volta e não percebemos porquê, infelizmente, estamos quase sempre muito mais preocupados com o futuro, e esquecemos o presente - ele que é de fato "a vida". Não gosto quando, às vezes, ele viaja de mais, tentando romantizar certas cenas deixando a história um pouco fantasiosa, mas no geral, é muito bom. Separei um trecho que me chamou a atenção e vou colocar aqui. É um diálogo entre o protagonista da história e seu paciente:
- Não é fácil enfrentar nossas ruínas, mas é a única maneira de sermos autores de nossa história e não vitímas dela.
- Mas o que eu vou fazer da vida? Perdi tudo que eu mais amo.
- Todos perdem algo na vida. Uns precisam assumir suas perdas, outros precisam recolher os pedaços que sobraram.
Separei esse trecho pq me identifico com ele. Já perdi muita coisa que eu amava e também me vi por um momento sem saber o que fazer. E foi assim, juntando os pedaços que sobraram, amando com mais veemência as pessoas mais importantes da minha vida - e minha própria vida -, sempre dizendo "bola pra frente" (adoro essa frase), e acima de tudo, entendendo o verdadeiro barato da vida: viver as pequenas coisas... entender que quase tudo na vida passa, e devemos aceitar, "Deus dá, Deus tira!" Nada mais justo!


